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“Não há utopia verdadeira fora da tensão
entre a denúncia de um presente
tornando-se cada vez mais intolerável
e o anúncio de um futuro a ser criado, construído,
política, estética e eticamente, por nós, mulheres e homens.”
(Eric Hobsbwan)

“As rosas da resistência nascem no asfalto. A gente recebe rosas,
mas vamos estar com o punho cerrado falando de nossa existência
contra os mandos e desmandos que afetam nossas vidas.”

(Marielle Franco)

Companheiros e companheiras

Companheiros e companheiras!

 

Uma menina baila, equilibrando-se sobre as páginas de um livro que parece estar suspenso, solto no ar. O contorno de um fio poeticamente alinhava-se e dá forma ao livro e a menina. Ali representado está o fio da história. Sob ele punhos cerrados que se entrelaçam. Uma educação que liberta, que nos faz tecer contornos de sonho e poesia, e que se faz resistência a partir do cerrar dos punhos daqueles e daquelas que acreditam em um novo tempo, de educadores e educadoras que lutam, é esse o sentimento mais profundo que se deseja para o nosso XIII Congresso.

Infelizmente a aridez desse tempo histórico não nos ajuda a tecer livros, sonho e esperança. Nos últimos três anos, desde nosso último Congresso em 2016, as conjunturas internacional, nacional e estadual passaram por mudanças profundas. O mesmo pode-se dizer das realidades educacional e sindical. O avanço de um projeto neoliberal com evidentes inclinações de extrema-direita nos desafia, por um lado, a resistir e, por outro, a produzir sendas e saídas para a superação do atual estágio de organização do capital no mundo e não fazer morrer nossos sonhos e esperanças.

Não tem sido tarefa fácil! Nossa organização como categoria e classe trabalhadora tem feito a luta e a resistência através de mais de uma dezena de manifestações e greves. Ao mesmo tempo em que sabemos que não foram suficientes para barrar muitos dos projetos que estão sendo implementados pela direita aqui no Paraná e no Brasil, também sabemos que sem a resistência estaríamos em uma situação muito pior e demonstra que não aceitamos o desígnio de coadjuvantes do processo histórico. Nossa condição é de sujeitos deste tempo, fazendo a disputa de classe, contra os apologistas da morte.

Nosso XIII Congresso tem o grande desafio de analisar a história vivida por nós, trabalhadores e trabalhadoras, e traçar os rumos de nossa luta. E para cumprirmos esta tarefa,  contamos com 4 teses que nos ajudam a compreender esse momento que vivenciamos:

 

TESE 1: Eu to na luta, sempre! A educação resiste!

TESE 2: Fora Bolsonaro! Em defesa da educação pública, gratuita de qualidade para todos!

TESE 3: Rebeldia e resistência: reorganizando a classe trabalhadora contra o capital e seu Estado.

TESE 4: Para reascender a esperança na luta coletiva!

 

O Congresso da APP-Sindicato é um dos espaços institucionais em que reafirmamos nossa identidade como trabalhadores(as) da educação pública no Paraná e como classe trabalhadora. E o desafio que se desenha para o próximo período é grande, e por certo exigirá nossa unidade e identidade de classe.

Na história do pensamento e ações de nosso homenageado e homenageada encontramos a esperança  que nos impulsiona a fazer a resistência e a tecer os sonhos, tal qual a linha que une a menina, o livro e os punhos, esperançando-nos o tempo da poesia.

Boa leitura e reflexões.

E um ótimo Congresso a todos e todas!

 

Coordenação Geral Estadual do 13º Congresso da APP-Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) da Educação Pública do Paraná