Servidores de todo o Brasil realizam na próxima terça-feira,
31, um Dia Nacional de Luta que será uma grande vigília pela apresentação de
respostas concretas do governo às principais reivindicações da categoria. O dia
31 foi o prazo que a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do
Planejamento apontou como provável, mas não certo, para apresentar respostas
concretas do governo à pauta dos servidores. Justamente por ainda estarem
lidando com situações incertas, a Condsef e o Comando Nacional de Greve
destacam a importância do movimento e esperam que as ações alcancem todos os 25
estados e o Distrito Federal que conduzem uma greve geral do funcionalismo. No
DF a concentração para a atividade do dia 31 está prevista para as 9 horas em
frente à Catedral. De lá todos os setores em greve e mobilizados vão seguir
para uma ação política na busca por respostas imediatas do governo à pauta dos
servidores. Nesta segunda, 30, às 16 horas os servidores da capital federal
também vão se unir para outro ato na rodoviária do Plano Piloto. Lá serão
distribuídos panfletos à população explicando os motivos da categoria para
conduzir uma greve geral do setor público. A mobilização e os atos em defesa
dos servidores e serviços públicos devem se repetir em todas as capitais onde
há greve do funcionalismo.
Na sexta-feira, servidores do Distrito Federal promoveram um piquete em frente
à Receita Federal em Brasília. A sede da Receita ficou fechada de 8 horas às 15
horas e foi considerada uma ação importante para fortalecer a mobilização
unificada de todas as mais de 26 categorias que estão com atividades
paralisadas pela apresentação de propostas do governo. Apesar da forte
retaliação do governo ao movimento dos servidores, a luta da categoria segue
firme e deverá continuar crescendo até que o governo apresente algo concreto
aos setores mobilizados. Hoje também os servidores do Dnit no DF iniciaram a
paralisação por tempo indeterminado engrossando o movimento de luta dos
servidores. Para assegurar a continuidade desse movimento legítimo da
categoria, a Condsef e o Comando Nacional de Greve seguem trabalhando para que
as ameaças do governo para barrar essa greve geral tenham seus efeitos
anulados.
Condsef e Comando denunciam retaliação "extra" no Arquivo Nacional - Também na
sexta a Condsef voltou ao Planejamento onde participou de uma reunião
conquistada pela pressão dos servidores do Arquivo Nacional. Além das
retaliações feitas pelo governo ao conjunto dos servidores em greve, os
servidores do Arquivo Nacional estão sofrendo uma forma "extra" de retaliação
ao movimento. Gestores do órgão mandaram cortar no contracheque deste mês, além
dos pontos pela greve atual, o ponto de movimentos realizados no ano passado
quando a categoria participou de alguns dias nacionais de luta. A retaliação
"adicional" foi denunciada pela Condsef e o Comando Nacional de Greve que
exigem a devolução imediata desses valores aos servidores prejudicados. A SRT
comprometeu a pautar esse tema, além das principais reivindicações da categoria
como a reestruturação de carreira, para uma nova reunião com a participação do
secretário Sérgio Mendonça que esteve reunido com a ministra Miriam Belchior. A
expectativa é de que esta reunião com a ministra traga novidades ao processo de
negociações com as respostas que os servidores tanto aguardam.
Avaliação do movimento e novas ações de pressão - E no próximo dia 1º de agosto
a Condsef e o Comando Nacional de Greve vão participar de uma reunião das
entidades que compõem o Fórum da Campanha Salarial 2012. O objetivo é fazer a
avaliação do movimento de greve geral e buscar novas ações para tentar arrancar
do governo as respostas positivas de que os servidores e serviços públicos
tanto necessitam.